sábado, 14 de novembro de 2015

Momentos

Momentos...


Um mês, um dia, uma hora, um lugar, um momento.

Um sonho, uma alegria, um suspiro, um adeus.

Uma lembrança, um vazio, uma saudade, uma certeza.

Foi! Eu também fui um pouco!
 

Um mês, um dia, uma hora, um lugar, um momento.

Um sonho, uma alegria, um choro, um nascimento.

Uma força, uma existência, uma realidade, uma certeza.

Chegou! Eu também renasci um pouco!


Um mês, um dia, uma hora, um lugar, um pensamento.

Quem pode reger o tempo?

Se hoje, amanhã ou quem sabe nunca.

No compasso do tempo,

Talvez só um contratempo.
 

Um compensa o outro e o outro compensa o tempo!

Quem sabe eu ainda não tenha entendido viver o momento?

Ele vem, vai, mas, sempre deixa algo como alento!

Se quem foi levou de mim um pouco, quem ficou um pouco de mim trouxe.

Se viver é ganhar e perder, eu sei muito o que é viver!

Todos sabemos um pouco!

Já nos foi dito no começo que o final é somente uma questão de tempo.

Mas, se o tempo remonta o momento, a certeza de vive-lo deixa para trás a tristeza e traz no vento, na lembrança do pensamento a emoção, a alegria, a certeza de viver um novo tempo, nem que seja por um momento.


MM
14.11.2015 

domingo, 21 de junho de 2015

PORTA RETRATOS NA ESTANTE



PORTA RETRATOS NA ESTANTE

A HISTÓRIA QUE EU ESCOLHI CONTAR.

Lá estavam, juntos, unidos.

Pareciam se entre olhar

Estáticos, cada um ocupando um lugar

Aliançados no mesmo espaço

Assim fiz conservar                                                                     

Separados?

Não!

Juntos, representavam o resguardar

Tão harmoniosos, perfeita forma de ocultar

Se eu pudesse fazer voltar o tempo

Talvez os conhecesse em preto e branco

Um olhar triste e distante, contraste do outro semblante

Poderia mudar? Poderia! Mas deixa lá estar!

Cada um tem o direito a sua história

Mesmo que seja na boca de um ou outro,

Mesmo que dito louco, 

Quem ficou, dele pouco, restou ou quis relatar

Para quê? Só um lado, revela errado o ladear

Deixa ficar!

Quem perdeu na história? Quem busca na memória o que lembrar?  Quem viveu e prefere tudo ocultar? Ou quem desistiu por não ter forças para negar?

Bobagem o registro há! Deixe lá estar!

Esteja onde estiver deixa lá ficar!

O tempo não volta

A marca ficou para tratar

E a realidade, são as fotos juntas na sala de estar!

Pelo menos lá!

Deixa ficar.

Ao findar, um laço perene de sangue une uma imagem silenciosa a necessidade de vivenciar.

MM

07/2014

sábado, 13 de junho de 2015

"Contrários"


CONTRa - RIOS

“ ... porque ele faz nascer o seu sol sobre maus e bons e vir chuvas sobre justos e injustos. ”
Mt. 5. 45

Deixando de lado a filosofia de Heráclito sobre contrários sigo com meu texto, que trata as avessas, as avessas realidades!

Cá estou eu subindo a escada da vida, quando lá embaixo eu comecei. E a cada degrau um pouco de mim deixei! E de Ti o melhor conquistei e a cada dia do Seu favor alcançarei!  Porque tu és Santo!

Cá estou eu descendo os degraus para que possa alcançar um patamar mais alto.    E diferente do que se pensa, quando estou em cima bem mais distante estou de ti!  Porque tu és Santo!

Lá estou eu sentindo o alivio que traz o frio, a chuva, quando antes, o sol quente deixou o solo escaldante! Porque tu és Santo!

Lá estou eu percebendo o quanto o sol e o chuva são vitais, quando, em um leito vejo pessoas privadas deles.  Porque tu és Santo!

Cá estou eu seguindo meu caminho, quando antes era necessário parar! E quando estive parada, foi quando mais caminhei!  Porque tu és Santo!!

Cá estou eu falando, quando antes o Senhor me exigiu o silencio! Mas, falo pela sua misericórdia, pela brasa de fogo que toca os meus lábios. Ide....  Porque tu és Santo!

Lá estou eu percebendo a falta, por antes ter convivido. Porque tu és Santo!

Cá estou eu tendo revelado o oculto, quando antes ele me ocultava. Porque tu és Santo!

Lá estou eu ansiando o entendimento em uma busca inesgotável para alcançar a tua Glória, quando a simplicidade te traduz, sem força, sem poder, mas pelo Teu Espirito.  Porque tu es Santo!

Cá estou eu entendo que o perdão é reconhecer a perda pela sua Soberana vontade! Porque tu es Santo!

Cá estou eu consciente de que entre Criador e criatura tudo se explica! Porque tu es Santo!

Cá estou eu certa de que quando sou fraca então é que sou forte! Porque tu es Santo!

Cá estou eu consciente que o trinfo, o êxito, a plenitude, vem amparado na lembrança das cadeias, das dores, das lagrimas.  Porque tu es Eternamente Santo! Santo! Santo!

E sua Santidade imutável me faz ver que os que se julgam certos, certamente não conhecem a sua Santidade!

MM

06/2015

“Que Ele cresça! Que eu diminua! Que Ele apareça, que eu me constranja com a Sua Glória de todo coração, infinita humildade, servo de todos os irmãos...”

sexta-feira, 15 de maio de 2015

Em toda parte


Lá estás!

Onde estás?

No mais profundo abismo

Nos meus pensamentos

No meu deitar e levantar

Quando eu ainda nem sei se vou falar

Lá estás!
 
Se tomo as asas da alvorada, a voar, voar, voar

E me detenho no confim dos mares. Lá estás!

A me guiar e ajudar!

Ainda que eu tema a escuridão,

Ainda que eu tema a noite.

Lá estás!

O que difere a noite do dia para ti?

Ali tu também estás!


Eu ainda não existia, mas já havia sido gerada no teu coração. No teu querer!

Meus dias já foram escritos por ti!

Nenhum deles lhe está encoberto!

Lá estás!


Como ansiar o sossego, a paz, a destruição dos homens maus

Se tu também os conhece e os ama tanto quanto a mim?

Se tu também os gerastes?

E lá estás! Ainda que não Sejas percebido...

Lá estás!

Oh, Deus quão insondáveis e grandiosos são os teus pensamentos!

Quão limitados os nossos!

Como ansiar um coração igual ao teu? Se jamais penetrou em

Coração humano a tua grandiosidade, o teu entendimento!

Santo, Santo, Santo é o Senhor!

Digno de toda Glória, Honra e Louvor!

Sonda-me Senhor, examina meu coração e me faz ver com teus olhos de misericórdia que teu amor é infindável e insondável.

E aquele que aparentemente é odiado, por ti é amado!

Prova-me, Senhor, nisso!

Para que eu possa alcançar o caminho da eternidade!

Assemelhando-me a ti na humildade!

Que o Senhor cresça, e que teu Nome seja exaltado!

Que eu diminua, para que, em mim tu sejas Glorificado!

Amém.

MM

05/2015

quinta-feira, 7 de maio de 2015

O Falso vaso


O falso vaso

No vazio do vaso, o oco eco que

Sem conteúdo não reverbera!

No vazio do vaso oco os adornos

Torna-o aparentemente pronto, mas que a ninguém engane!

No vazio do vaso oco o conteúdo rompe por

Sua pouca resistência em conter a água viva modificando o

Proposito para o qual foi formado, de transformar-se em fonte a jorrar para a vida eterna.

No vazio do vaso oco a fragilidade é definida

Pelas muitas funções a que se propõe sem antes ter sido finalizado, restaurado e a

Nenhuma delas concluir satisfatoriamente e assim negando a honra do Seu Criador.

No vazio do vaso oco a atrativa beleza e singeleza visível,

Mascara sua estrutura aerada, inapropriada e condenada.

No vazio do vaso, oco, construído com poucos elementos sólidos

E de frágil resistência, descontrói uma verdade absoluta e permite no meio

Cristão um evangelho de ficção, já que poucos são os vasos dispostos a refletir a verdade do seu autor e construtor.

E a maioria seguem instruções humanas de humanas razões.

Todo vaso que queira ser de honra tem que passar pela mão do Oleiro

E não há nada mais difícil e gratificante que ter Suas mãos edificantes

Construindo passo a posso as formas, a espessura e força, dada a cada um conforme a sua finalidade.

Pular etapas e fazer humanamente, significa dispensar na conclusão do trabalho a assinatura do autor da obra.  O Mestre!

E vaso sem assinatura é oco, quebra fácil! 
 
MM
Maio/15                          

sexta-feira, 1 de maio de 2015

Pensei...


PENSEI...


Pensando na Justiça, limitei meus pensamentos

Pensando na injustiça lembrei da humanidade em nossos dias.

Pensando no bom senso, lembrei que poucos conhecem a palavra que dirá exercita-la.

Pensando na insensatez, lembrei da humanidade mais uma vez.

Pensando na construção de Deus, lembrei da família

Que resiste bravamente aos astutos intentos de satanás, quase desfalecendo

Pensando, ainda nas construções de Deus, lembrei do amor, lembrei da Sua própria essência. 

Lembrei com saudade, lembrei com dúvidas, lembrei como lembrança.

Pensando no todo, lembrei da promessa; Maranata!

Pensando em Sua volta, senti vergonha.

Pensando em mim, Clamei por esperança!

Pedindo perdão, também, por minhas lembranças!
 
MM
01/05/15