quarta-feira, 26 de novembro de 2014

Sicomoro


SICÔMORO

De doida e brava ela não tem nada!

Ramos fortes, raízes profundas

Circunferência grandiosa

Lá está ela a beira do caminho.

Não está ao acaso,

Mas para acolher e erguer quem nela pensava se esconder.

Para tornar alto quem se julgava pequeno 
E possibilitar a grande visão

 
Lá está ela a beira do caminho.

Para contar um caso que não foi por acaso.

Se tinha frutos não se sabe

Mas um fruto dela se viu.

Fruto que ela mesma não produziu, mas dela foi produzido.

 
“Acha mesmo que de Mim consegues se esconder?

Pelo seu nome te chamo: Zaqueu, 

Desce depressa, me convém em sua casa permanecer!”

Nada passa desapercebido ao Senhor.

Seja no mais profundo abismo, seja no pensamento, quando a palavra ainda não chegou a boca, seja na caverna, seja onde for.

Nada foge ao controle do nosso Criador!
MM
11/2014